MEU CACHORRO VAI SER OPERADO, E AGORA?


Um dos maiores medos que os tutores de cães têm, e também de gatos, é o medo da cirurgia e da anestesia no seu animal. Eu costumo ouvir muito:
Anestesia em cães e seguro?
Quais são os riscos do meu cachorro na cirurgia?
Tem alguma chance do meu cachorro morrer durante a anestesia?
Bem, como você pode ver, a maioria das perguntas em relação a cirurgia e a anestesia em cães está relacionada ao risco que ela pode proporcionar.
Mas afinal de contas, qual é o risco da cirurgia ou anestesia em cães?
A única resposta que eu posso te dar aqui é: DEPENDE.
São muitos fatores envolvidos, mas eu vou separar aqui os principais para ficar mais fácil de entender:
1-   Em relação ao paciente.
O estado de saúde do animal antes da realização da cirurgia. Como ele está? Está super bem pois é uma cirurgia eletiva, como uma castração de cadela por exemplo?
Ou está bem debilitado, pois trata-se de uma piometra (infecção uterina) grave?
Perceba que o procedimento cirúrgico nos dois casos, será para a remoção do útero e ovários, mas no primeiro caso, tanto o paciente, quanto o útero e ovários, estão normais. Logo, os riscos para este paciente são bem menores.
No caso da piometra, a paciente já está debilitada e o útero dela está cheio de pus dentro e consequentemente, está alterado, tanto de tamanho, quanto de fragilidade… então neste caso, o risco cirúrgico é maior.
2 – Em relação aos médicos veterinários que irão operar e anestesiar.

 

         Utilizando o mesmo exemplo acima.
        A cadela que está sendo operada para ser castrada, ela não necessita de cuidados intensivos, como a cadela que está com a infecção uterina, mas não quer dizer, que ela não precisa ser anestesiada e monitorada da maneira correta.
        A presença de um médico veterinário anestesista é indicada nos dois casos, pois ele é o veterinário capacitado para realizar este procedimento da melhor forma possível. Dando ao paciente uma anestesia na qual ele não sinta dor e ao mesmo tempo, sendo monitorado para se evitar ou melhor, anteceder qualquer alteração que possa vir a ocorrer.
         Se este paciente que está sendo operado e anestesiado não está sendo monitorado, como o médico veterinário vai saber que ele está com dor durante o procedimento cirúrgico? Só quando ele se mexer ou ganir de dor? Então… isso não deve acontecer. Por isso a extrema importância da presença de um anestesista com os aparelhos de monitoração para realizar este procedimento da melhor forma possível e com isso, diminuir os riscos na anestesia.
         Da mesma forma, que um cirurgião veterinário competente também deve estar presente. Este deve ter habilidade e conhecimento para a realização da cirurgia e também dos cuidados de higiene (antissepsia), esterilização de equipamentos cirúrgicos e todo o material necessário para a realização de um procedimento com o mínimo de contaminação possível.
         Estes casos ajudam a diminuir os riscos durante e após o procedimento operatório.
3 – Em relação ao local onde será operado.

 

Neste local que ele será operado, tem o mínimo de estrutura para dar um suporte ao paciente após a cirurgia? Caso ele precise ficar internado… tem plantonista veterinário para ficar com ele a noite? É 24 horas? Ou será encaminhado após a cirurgia para uma outra clínica que tenha este suporte?
         No exemplo acima, da castração e da piometra, no primeiro caso, o paciente até pode ir para a casa após a cirurgia. Na grande maioria das vezes, não haverá necessidade de deixar o animal internado.
         Agora já no caso da piometra, há indicação de que o paciente fique pelo menos (no mínimo) 24 horas internado, com o devido acompanhamento e medicações específicas.
         Estes cuidados também ajudam e muito a diminuir os riscos pós-cirúrgicos imediatos.
Portanto, como você pode ver, são vários motivos (isso porque eu citei só os principais) que podem aumentar ou diminuir os riscos de uma cirurgia ou de um procedimento anestésico.
Mas os riscos sempre vão existir em qualquer tipo de procedimento onde envolva anestesia geral, anestesia local (peridurais, por exemplo) e até mesmo em casos de sedação.
Sempre procure bons profissionais veterinários caso você precise operar o seu melhor amigo!
Lembre-se, o barato muitas vezes sai caro e neste caso, com a perda do animal…

 

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