APROVADO Tratamento contra Leishmaniose no Brasil!


Até o dia 31 de agosto de 2016, o tratamento contra Leishmaniose não era autorizado no Brasil… na verdade, a recomendação era a eutanásia dos cães acometidos, por se tratar de uma zoonose (doença que pode ser transmitida dos animais para os homens).

 

Felizmente, a ciência em constante evolução, conseguiu desenvolver um medicação para o tratamento contra a leishmaniose que fosse eficiente, sem que fosse necessário a realização da eutanásia.

 

No dia 1 de setembro de 2016 o Ministério da Agricultura aprovou o primeiro medicamento para tratamento contra Leishmaniose Visceral em cães!

 

Porém, nem tudo são flores… a previsão para que o medicamento Milteforan para o tratamento contra Leishmaniose só comece a ser comercializado no Brasil a partir de janeiro de 2017.

 

Mas para quem não conhece a Leishmaniose… qual o real perigo que ela pode trazer tanto para os cães quanto para nós, seres humanos?

 

Primeiro que a Leishmaniose é transmitida aos cães por um mosquito (flebotomíneo, sendo o gênero Lutzomyia) muito comum em determinadas regiões do Brasil, que é o mosquito-palha.

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Os principais reservatórios da doença em áreas urbanas são os cães domésticos e esse é o principal problema. Pois como a doença até então, não tinha tratamento eficaz no caso dos cães, todos que eram infectados, passam a servir de reservatório do protozoário da Leihsmaniose, a Leishmania.

 

Então o mosquito pica este cão doente e se contamina com a Leishmania, e se este mosquito picar uma pessoa, ele tratamento-contra-leishmaniose-mosquitotransmitirá a doença para ela.

 

E a leishmaniose visceral humana é uma doença bem difícil de ser tratada, por isso a indicação de eutanásia dos cães infectados… por serem reservatórios da doença, por não ter tratamento contra leishmaniose eficaz e por ser uma zoonose bastante difícil de ser tratada em humanos.

 

Segue abaixo um trecho importante da NOTA TÉCNICA Nº 11/2016/CPV/DFIP/SDA/GM/MAPA. que foi emitida pelo Ministério da Agricultura.

 

“Cabe destacar que o tratamento de cães com Leishmaniose Visceral Canina não se configura como uma medida de saúde pública para controle da doença e, portanto, trata-se única e exclusivamente de uma escolha do proprietário do animal, de caráter individual.

 

A emissão da licença do MILTEFORAN pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento não caracteriza provimento imediato do produto ao mercado nacional, visto que a comercialização dependerá de outros fatores que envolvem a importação do medicamento pela empresa representante exclusiva do produto no Brasil.

 

Ressalta-se a necessidade de cumprimento do protocolo de tratamento descrito na rotulagem do produto respeitando-se a necessidade de reavaliação clínica, laboratorial e parasitológica periódica pelo médico veterinário, a necessidade de realização de novo ciclo de tratamento, quanto indicado e a recomendação de u<lização de produtos para repelência do flebotomíneo, inseto transmissor do agente causal da Leishmaniose visceral canina. >tilização de produtos para repelência do flebotomíneo, inseto transmissor do agente casual da Leishmaniose visceral canina.”

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Portanto, a notícia é muito boa, mas mesmo assim o tratamento contra leishmaniose com Milteforan não pode fazer com que nos esqueçamos do principal: a prevenção com a vacinação e o uso de repelentes contra estes mosquitos ainda é fundamental!

 

Texto: Dr. Alexandre Figueiredo

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