Como cachorro pensa?


Em algum momento você já parou para pensar em como o seu cachorro vê o mundo? Sabe quando você se sente triste e o seu cãozinho se aproxima com a cabeça baixa todo tristonho? Será que ele realmente percebeu seu estado de ânimo ou é só uma impressão nossa? Hoje o @dicasboaspracachorro vem desvendar esse e muitos outros mistérios sobre a mente canina. Como cachorro pensa?

Vamos falar sobre como o seu cão enxerga o mundo, se ele tem sentimentos, se compreende nossas ordens, e até mesmo os próprios donos. Fizemos uma reunião de pesquisas sérias feitas com cães ao redor do mundo para que você nunca mais tenha problemas para se comunicar com seu melhor amigo.

Vamos lá!?

A mente de um cachorro e do ser humano apesar de similares, funcionam de maneiras distintas. Imagine a seguinte situação: Você passa horas assistindo vídeos no Youtube e tentando aprender como ensinar seu cão parar de fazer xixi e cocô no lugar errado.

Você seguiu pacientemente todos os passos ditos, e fez exatamente tudo que foi mandado, mas no final o seu cão parece simplesmente não conseguir compreender. Você chega a pensar que ele está te enfrentando, porque não é possível que ele faça isso ‘sem querer’.

Ele espera o momento oportuno, vai tranquilamente até o braço do seu sofá e com a maior cara lavada do mundo levanta a patinha traseira e faz xixi ali olhando dentro dos seus olhos para, logo depois, correr para longe com aquela carinha de culpado de quem sabe muito bem o que estava fazendo…

Mas será que ele sabia mesmo?

Um cão pode sentir culpa?

Ele te olha dentro dos olhos enquanto enche seus móveis, o chão, e a sua cama de urina com um sorriso satisfeito. Você passou tempos se desgastando para tentar treiná-lo, mas ele não faz o que você tentou ensinar.

Talvez já tenha cogitado essa opção, e deixou passar acreditando que não fosse possível ser isso… No entanto, é preciso compreender que a mente de um cachorro funciona de maneira diferente e que muitas vezes nossas ordens se tornam confusas para eles.

A desobediência do seu cão não se trata de uma birra, ele não está fazendo de propósito para te enfrentar, e existe uma razão óbvia para essa desobediência: Ele NÃO entendeu você!

Os comandos podem ser claros para o ser humano, mas a cabecinha dele, não assimilou dessa forma. Então, enquanto você está se corroendo de raiva por depois de dias seguidos seu cão não conseguir aprender um “ensinamento básico”, ele está feliz porque acredita que está te agradando.

Para exemplificar melhor, vamos começar tentando entender quais são os estímulos influenciam no comportamento dos cães. De acordo com os estudos de cientistas ao redor do mundo que pesquisaram sobre o funcionamento da mente canina, esses seres amorosos e genuínos respondem a sons, emoções e expressões faciais.

Como os cães percebem os sons?

De acordo com um estudo publicado pela revista Current Biology, os cachorros têm áreas do cérebro que são mais sensíveis a sons carregados de emoção. Attila Andics, neurocientista da Universidade Eotvos Lorand (Hungria) e um dos autores principais do estudo, descobriu isso ao capturar as atividades cerebrais correspondentes à audição em 11 cachorros.

Enquanto estavam sendo monitorados na máquina, os animais ouviram cerca de 200 sons produzidos tanto por outros cachorros quanto por homens (variando entre choros de lamento, latidos emitidos em brincadeiras e até risadas). O objetivo era descobrir onde os processos neurais ocorrem no cérebro dos cães ao receber essas informações.

Segundo Attila, “existe uma região do cérebro muito semelhante em cães e seres humanos, que fica perto do córtex auditivo primário. É ele que processa a informação emocional contida na voz”. Ele explica que o cérebro do cão responde às emoções humanas da mesma maneira que nós, os seres humanos, respondemos a dos cães.

Por isso, assim como as pessoas, os cachorros tendem a dar mais importância aos sons que vêm da mesma espécie. Uma vez que, a área do cérebro responsável pela percepção da voz costuma reagir mais a latidos.

Eles podem entender palavras?

Essa dúvida passa pela cabeça de muitos donos, principalmente, quando nosso cão costuma reagir a determinadas palavras com euforia. Quem nunca testou falar palavras que o seu cão gosta e se divertiu com as reações cômicas deles?

Veja só: youtube


A internet está cheia desses memes, é um melhor que o outro. Mas isso pode mesmo acontecer? Pesquisadores da Universidade Emory, nos Estados Unidos, foram em busca de respostas para essa pergunta e analisaram os mecanismos do cérebro que os cães usam para diferenciar palavras.

Eles queriam descobrir o que as nossas palavras realmente significam para esses animais. “o que nós sabemos é que os cachorros têm a capacidade de processar pelo menos alguns aspectos da linguagem humana, visto que, eles podem aprender a seguir comandos verbais”, afirma o professor Gregory Berns, autor sênior do estudo publicado na revista Frontiers in Neuroscience.

Porém, na contramão dessa afirmativa, Gregory revela que isso não significa que nossos cães compreendem de verdade essas palavras. “Pesquisas anteriores sugerem que os cachorros confiam em muitos outros sinais para seguir um comando verbal, como: olhares, gestos e até expressões emocionais de seus donos”, falou o pesquisador.

Durante a pesquisa, as atividades cerebrais de cães foram observadas através de ressonância, enquanto, seus donos pediam dois brinquedos nomeados de forma diferente ao mesmo tempo que diziam outras palavras fora de contexto.

Ao contrário do que acontece com os humanos, a tomografia mostrou que a região do cérebro dos cães responsável pela audição teve mais atividade quando os donos disseram coisas que não estavam relacionadas aos brinquedos.

Esse comportamento destoa muito de nós, humanos, onde a ativação neural maior acontece quando ouvimos palavras que conhecemos, e não qualquer outra. O que confirma para Gregory que os cachorros fazem um esforço constante para nos entender e agradar.

Cientificamente falando, os melhores amigos do homem possuem uma forma rudimentar de compreensão quanto ao que falamos.

“Cachorros podem ter capacidades e motivações variadas que os levam a se esforçarem para compreender palavras humanas. Mas eles, aparentemente, possuem uma representação neural para o significado de cada palavra ensinada, além de uma resposta pavloviana de baixo nível”, explica.

E quanto às emoções, os cachorros também sentem culpa?

Outro pesquisador Americano, também chamado Gregory, morador de Atlanta, saiu em busca dessa resposta para nós!

Gregory Berns, neurocientista da Universidade Emory, nos Estados Unidos, passa os dias tentando descobrir como os cães pensam. Em sua experiência, ele deu a cães salsichas intercaladas com elogios.

Uma das primeiras percepções ao comparar as respostas e examinar o centro de recompensa do cérebro desses animais, Gregory notou que a maior parte dos cachorros reagiu da mesma forma diante da comida e do elogio. Contudo, cerca de 20% deles demonstraram respostas mais fortes ao elogio do que à comida.

Outra observação do pesquisador foi que ao mostrar imagens de objetos e pessoas aos cães foi que eles têm partes exclusivas no cérebro para processar rostos. Assim Gregory conclui que os cães não foram condicionados pelos humanos para processar faces, eles nasceram com essa característica.

E isso está diretamente ligada a maneira como eles processam as emoções! Cães possuem um hormônio chamado ocitocina. Esse hormônio é essencial para as relações humanas, e agora sabemos que também é para os cães.

Em Londres, pesquisadores testaram o que acontecia com os animais quando seus donos e um desconhecido conversavam, cantavam ou choravam. A experiência revelou que 83% dos pets se aproximaram de cabeça baixa e rabo entre as patas nas situações de choro, demonstrando empatia pela tristeza de seus donos.

Porém, diferente da complexidade existente nas emoções humanas, eles apenas respondem a emoções primárias, ou universais, que são: a alegria, a tristeza, a raiva, o medo, a aversão e a surpresa.

As emoções secundárias são impostas a nós por heranças familiares, convenções sociais, mandamentos religiosos, culturais e socioeconômicos e não são reconhecidas por cachorros. Essas emoções estão diretamente ligadas a sentimentos como: ciúme, orgulho, vaidade, vergonha e culpa.

Principalmente falando da culpa, este é um dos sentimentos mais amplamente propagados ao longo dos séculos apenas entre os seres humanos, sendo usado como forma de autopunição aos pecadores.

As emoções de medo, raiva e tristeza, no entanto, são classificadas como adaptativas pois podem surgir rapidamente dependendo do contexto em que estamos inseridos. Da mesma forma que surgem, elas também desaparecem por completo quando nos sentimos tranquilos e seguros em todos os aspectos.

 

Por essa razão, é equivocado dizer que o seu cão sente culpa quando faz algo errado…

O que ele está demonstrando é uma emoção primária relacionada ao medo de você ou a tristeza identificada por ele na sua expressão facial.

 

Essa reação acaba sendo condicionada pelos próprios donos e não uma decisão racional do cão. Sempre que você levantar a voz para ele ou brigar por causa de um erro cometido, o mais provável é que seu cão vá analisar o tom da sua voz, e as suas expressões, e concluir que você está triste, o que deixará ele automaticamente triste por você.

Como mostrado na pesquisa, os cães estão a todo momento se esforçando para nos agradar. Eles se esforçam para compreender o que desejamos e repetem comandos que acreditam ser do nosso agrado. Porém, eles não conseguem saber com exatidão quando você está reclamando ou apenas lhe dando atenção.

Os cães apenas identificarão o medo ao se sentirem ameaçados. Por isso, brigar quando eles fazem algo errado somente irá condicioná-los a um comportamento indesejado que pode desencadear diversos problemas e enfermidades.

Mas essa relação não é benéfica apenas para os cães não, viu?


O “hormônio do amor”, outro nome dado para a ocitocina, aumenta os níveis de afeição, diminui os do stress, controla a pressão arterial e potencializa o instinto de proteção. Miho Nagasawa, do departamento de biotecnologia da Universidade de Azabu, no Japão, analisou a troca de olhares entre 55 cães e seus seus donos e concluiu que quanto mais afeto o cão mostrava ao dono, mais oxitocina era liberada na corrente sanguínea.

Complementando essa informação, Linda Handlin, sueca da Universidade de Skövde, afirmou através de sua pesquisa que ser lambido gera o aumento não só de ocitocina, mas também garante a queda do nível de stress e dos batimentos cardíacos. Acredite se quiser… Estar com o seu cão pode ser, cientificamente comprovado, inclusive, bem mais prazeroso do que a leitura do seu livro preferido.

E aí, gostou de saber como o seu cão enxerga você e o mundo? Aposto que saiu dessa matéria morrendo de vontade de agarrar o seu e enchê-lo de amor e carinho!

 

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