Mitos e Verdade sobre o Coronavírus em Cães (COVID-19)


Todas as respostas contidas neste artigo sobre coronavírus em cães são oriundas do artigo publicado pela Associação Mundial de Veterinários de pequenos animais em 7 de março de 2020.  Eles mesmos recomendam a atualização constante sobre os dados a seguir, mas a princípio, estas são as informações que temos atualmente.

 

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É verdade que existe Coronavírus em cães?

 

Sim!

Há um tipo de coronavírus em cães que atingi a parte  intestinal, provocando apenas uma diarreia leve e no caso do coronavírus felino, causa a Peritonite Infecciosa Felina (PIF), que já é uma doença bem mais grave para o gato. 

Mas nos dois casos, o tipo de coronavírus é diferente do que está em circulação nos humanos. 

Estes coronavírus NÃO estão associados com o surto atual do COVID-19.

O cachorro pode ser uma fonte do coronavírus?

 

Não!

Atualmente, não há evidências sugerindo um hospedeiro animal específico como uma fonte de vírus, e mais investigações estão em andamento.

O COVID-19 pode infectar os animais de estimação?

 

Atualmente há muito poucas evidências que os animais de companhia, como cães e gatos, possam ser infectados com o COVID-19 e nenhuma evidência que os cães e gatos possam ser uma fonte de infecção para outros animais ou mesmo para seres humanos.

Esta é uma situação que evolui rapidamente e as informações serão atualizadas à medida que se tornarem disponíveis.

É verdade que se você estiver doente com o COVID-19, você não deve ter contato com o seu cão?

O CDC (centro de controle de doenças) recomenda o seguinte:  

“Você deve restringir o contato com os animais de companhia e outros animais enquanto você estiver doente com o COVID-19, do mesmo modo que você deve fazê-lo com relação a outras pessoas. Embora ainda não existam relatos de animais de companhia ou de outros animais tendo ficado doentes com o COVID-19, ainda é recomendado que pessoas doentes com o COVID-19 limitem seu contato com os animais até que se consigam mais informações sobre o vírus.”

Sempre que possível, tenha um outro membro de sua casa tomando conta de seus animais enquanto você estiver doente. Se você estiver com a COVID-19, evite contato com seu animal de companhia, inclusive carinhos, festas, ser beijado ou lambido, ou compartilhando comida.

Se você tiver de cuidar de seu animal ou se estiver perto de animais enquanto estiver doente, lave bem suas mãos antes e depois de interagir com os animais e use uma máscara facial. Por favor, verifique as novidades no site do CDC em www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/faq.html#2019-nCoV-and-animals

Se o meu cachorro estiver em contato com alguém que está com a COVID-19, ele pode transmitir a doença para outras pessoas?

 

Embora ainda não saibamos ao certo, há poucas evidências que os animais de companhia, como os cães e gatos, possam se infectar ou transmitir a COVID-19.

Também não sabemos se eles podem pegar esta doença deste novo coronavírus.

Além do mais, ainda não há evidências de que os animais de companhia seriam uma fonte de infecção para as pessoas.

Esta é uma situação que evolui rapidamente e deve ser atualizada assim que se tornar disponível.

O que devo fazer se o meu cão desenvolver uma doença inexplicável e tiver tido contato com uma pessoa com o COVID-19 documentado?

 

Ainda não sabemos como os animais de companhia podem ser infectados pelo SARS-Cov-2 ou ficar doentes com o COVID-19.

Se o seu animal de companhia desenvolver uma doença inexplicável e tiver sido exposto a uma pessoa com COVID-19, fale com a pessoa do órgão de saúde pública que está cuidando deste doente com COVID-19.

Se em sua área houver um oficial de saúde pública veterinária, deve-se aconselhar com o oficial de saúde ou com outro profissional apropriado.  Se o oficial de saúde pública veterinária, ou qualquer outro oficial de saúde pública, aconselhar você a levar seu animal a uma clínica veterinária, ligue para esta clínica antes de ir até lá para avisar que você está levando um animal doente que foi exposto a uma pessoa com a COVID-19. Isto permitirá que a clínica prepare uma área de isolamento.

Não leve o animal a uma clínica a não ser que você seja instruído a fazê-lo por um representante oficial de saúde pública.

Quais os cuidados com relação a animais de companhia que tiveram contato com pessoas infectadas com este vírus?

 

Embora o COVID-19 pareça ter vindo de uma fonte animal, ele está agora numa fase de transmissão pessoa-a-pessoa. Imagina-se que a transmissão pessoa-a-pessoa ocorra principalmente através das gotículas produzidas quando uma pessoa tosse ou espirra. Neste momento, ainda não está claro quão facilmente ou sustentável este vírus está se espalhando entre as pessoas.

Importante lembrar que há limitada evidência de que animais de companhia tais como cães e gatos possam ser infectados pelo SARS-Cov-2, que causa a COVID-19.

Embora não haja evidências de que os animais tenham um papel na epidemiologia do COVID-19, a higiene correta das mãos deve ser mantida por toda a equipe clínica durante  o procedimento veterinário, especialmente se estiver lidando com um animal que esteve em  contato com uma pessoa infectada.

O que deve ser feito com os animais de companhia em áreas onde o vírus está ativo?

Atualmente há limitadas evidências de que os animais de companhia possam ser infectados por este novo coronavírus.

Embora não tenham surgido relatos de animais de companhia ou de outros animais doentes com o COVID-19, até que se saiba mais, os donos de animais devem evitar contato com outros animais com os quais não tem familiaridade e sempre lavar suas mãos antes e depois de interagir com estes animais.

Se os donos estiverem doentes com o COVID-19, eles devem evitar o contato com os animais de sua casa, inclusive sem fazer afagos, festas, ser beijado ou lambido, ou compartilhando comida.

Se eles precisam cuidar de seu animal ou entrar em contato com outros animais enquanto estiverem doentes, eles devem lavar suas mãos antes e depois de interagir com os animais e usar uma máscara facial. Esta é uma situação que evolui rapidamente e as informações devem ser atualizadas assim que ficarem disponíveis.

Os veterinários deveriam começar a vacinar os cães contra o coronavírus canino por conta do risco do SARS-Cov-2?

As vacinas para coronavírus em cães estão disponíveis em alguns mercados globais e são feitas para proteger contra a infecção do coronavírus entérico e NÃO são licenciadas para a proteção contra as infecções respiratórias.

Os veterinários NÃO devem usar tais vacinas durante o atual surto achando que poderiam ser uma forma de proteção cruzada contra o COVID-19.

Não há absolutamente evidências que a vacinação dos cães com as vacinas comercialmente disponíveis vai dar qualquer proteção cruzada contra a infecção pelo COVID-19, uma vez que os vírus entérico e respiratório são variantes distintas do coronavírus.

Nenhuma vacina está disponível atualmente em qualquer mercado para a infecção respiratória pelo coronavírus em cães. (Informação do grupo de diretrizes para vacinação do WSAVA ).

Qual é a resposta do WSAVA aos relatos de que cães tenham sido “infectados” com o COVID-19 em Hong-Kong?

Relatos do dia 28 de fevereiro vindos de Hong-Kong indicaram que um animal de companhia de um paciente infectado deu um resultado “fracamente positivo” para o COVID-19 após um teste de rotina.

Em 5 de março, o Departamento de Agricultura, Pesca e Conservação (AFCD) de Hong-Kong relatou que amostras dos fluidos nasal, oral, retal e fecal do cão foram testadas.

Em 26 e 28 de fevereiro, os swabs de fluidos nasal e oral foram positivos, enquanto em 2 de Março, apenas o swab de fluido nasal foi positivo. As amostras de fluidos retal e fecal testaram negativas em todas as três ocasiões.

Testes no laboratório veterinário do governo (AFCD) e no laboratório creditado junto a OMS para o diagnóstico do CoV humano na Universidade de Hong-Kong (HKU) detectaram uma carga viral muito baixa nos swabs de fluidos nasal e oral.

Ambos os laboratórios usaram o método da reação em tempo real da polimerização em cadeia da transcriptase reversa (RT-PCR) e os resultados indicaram que havia uma pequena quantidade de RNA viral do COVID-19 nas amostras. Isto não indicou, entretanto, se as amostras continham partículas intactas de vírus que são infecciosas ou apenas fragmentos do RNA, que não são contagiosos.

O cão, que não estava mostrando sinais clínicos relevantes, foi removido da sua casa, que provavelmente foi a fonte de contaminação em 26 de fevereiro. O novo teste foi realizado após o cão ficar em quarentena para determinar se o cão estava de fato infectado ou se apenas sua boca e nariz tinham sido contaminados com o COVID-19 da sua casa.

O documento do AFCD mostrou que o resultado “fracamente positivo” veio de uma amostra de fluido nasal tomada após 5 dias depois que o cão foi retirado de perto de uma possível fonte de contaminação sugerindo que o cão tinha um baixo nível de infecção e que provavelmente era um caso de transmissão pessoa-a-animal.

Entretanto, ainda não há evidências neste momento de que os mamíferos incluindo cães e gatos de companhia possam ser uma fonte de infecção para outros animais ou humanos.

WSAVA sugere fortemente aos donos de animais de companhia em áreas onde há casos conhecidos de humanos com COVID-19 que continuem a acompanhar as informações deste Informativo, incluindo lavar suas mãos quando interagir com os seus animais e, se doentes, usarem máscaras faciais perto deles.

A situação está evoluindo rapidamente e as informações serão atualizadas assim que se tornarem disponíveis.

Você pode baixar a versão original deste artigo sobre coronavírus em cães em https://wsava.org/wp-content/uploads/2020/03/COVID-19_WSAVA-Advisory-Document-Mar-9-2020.pdf

 

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