Cachorro idoso pode ter disfunção cognitiva (SDC): entenda o que é.


O cachorro idoso requer uma série de cuidados e análise em conjunto.  Assim como os humanos, tanto o corpo quanto as funções cerebrais sofrem alterações com o passar da idade. 

 

O @dicasboaspracachorro traz um assunto ainda pouco conhecido, mas de real importância para o convívio harmônico com nossos cães e fala sobre a disfunção cognitiva, esclarecendo as diferenças entre o envelhecimento cerebral natural e as patologias cerebrais que acometem nossos cães.  

 

O envelhecimento em cães é o nome dado às alterações físicas em cães com o passar da idade; já a disfunção cognitiva, Síndrome da Disfunção Cognitiva (SDC) se relaciona as alterações comportamentais que acometem o cachorro idoso durante o processo de envelhecimento. 

 

 

Em que momento ocorre o envelhecimento em cães?

 

Quanto maior o porte do cão, mais rápido ele envelhece se comparado a cães de pequeno porte. Regra geral, o cão se torna um cachorro idoso a partir dos 6 anos de idade quando seu porte é grande e a partir dos 9 anos, quando o seu porte é pequeno, momento em que as consultas veterinárias se tornam mais frequentes e os check-ups mais necessários. 

 

Saiba mais sobre os cuidados com o cachorro idoso, clicando aqui.

 

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Seu cachorro poderá apresentar alterações sutis no comportamento, por isso tenha e dê atenção!

 

A Síndrome da Disfunção Cognitiva (SDC) ou envelhecimento cerebral acomete o cachorro idoso, mas poderá ocorrer a qualquer tempo em consonância com o processo físico de envelhecimento em cães, podendo não apresentar nenhuma alteração no comportamento canino ou acometer a percepção e orientação dos nossos cães, levando-os a demência. 

 

Quais alterações comportamentais o cão com disfunção cognitiva apresenta?

 

O envelhecimento em cães que leva à disfunção cognitiva e à perda da percepção canina poderá ser percebido pelo tutor devido a uma inversão no seu relógio biológico. Não raro o cachorro idoso se sente desorientado, perde o sono durante a noite, dorme durante o dia, muitas vezes não atende pelo nome e pode latir por qualquer razão.

 

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O cachorro idoso com disfunção cognitiva manifesta impotência funcional e tende a sofrer pequenos acidentes, como a perda de equilíbrio, bater a cabeça, andar em círculos, se mostrar inquieto, vaguear pela casa, mostrar-se agressivo, ansioso e se automutilar. 

 

Como é feito o diagnóstico da disfunção cognitiva no cachorro idoso?

 

O cachorro com disfunção cognitiva poderá apresentar sintomas semelhantes aos que ocorrem com animais acometidos por problemas neurológicos. A diferença é que as alterações no comportamento do cachorro idoso não são motivadas por nenhuma causa física aparente. 

 

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Seu animal não está doente, foi a maneira como percebia os acontecimentos que adoeceu.

A perda da performance cognitiva dos cães nesse caso, se equipara a doença de Alzheimer em humanos e não está diretamente relacionada com patologias cerebrais ou neurodegenerativas.  Daí a importância de realizar um diagnóstico de exclusão e consultar um médico veterinário neurologista.

 

A disfunção cognitiva em cães tem tratamento?

 

Por não se tratar de uma doença e sim um processo de envelhecimento, o cachorro idoso acometido pela (SDC) se beneficia da terapia comportamental cognitiva, que consiste em moldar o comportamento do cachorro idoso a fim de torná-lo mais sociável, amigável e seguro. 

 

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A terapia comportamental cognitiva não se confunde com o adestramento, tendo em vista que o primeiro está relacionado a ensinar comandos ao cão e recompensá-lo por isso, ao passo que a terapia complementar está ligada à psicologia canina e tem como objetivo a melhora no estado psicológico do cachorro idoso, auxiliando para que supere fobias ou amenize a reatividade. 

 

Como melhorar a qualidade de vida do cão com disfunção cognitiva?

 

O tutor do cachorro idoso com disfunção cognitiva deverá cercar-se de alguns cuidados a fim de evitar acidentes com o seu cão e mantê-lo mais calmo. Alterar a disposição dos móveis de lugar, a rotina, o horário de exercícios ou surpreender o cachorro ao tocá-lo podem agravar a situação. 

 

O envelhecimento em cães também sugere que os exercícios devam ser mantidos e estimulados, já que contribuem para um estado fisiológico saudável com liberação de energia, alívio do estresse e ajudam o cachorro idoso a se conectar com o mundo exterior, revivendo sensações que outrora pudera ter esquecido.

 

O tutor também poderá solicitar ao médico veterinário orientações sobre o uso de medicamentos homeopáticos ou calmantes naturais. 

 

Uma coisa é certa: mesmo que o seu cão não se mostre tão ativo quanto antes, lá no fundo, na sua memória afetiva canina, ele saberá reconhecer e retribuir todo o  amor que lhe foi conferido e dedicado durante toda a vida e também nesses momentos.

 

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